domingo, 17 de janeiro de 2016

17h43

um tombo. doído.
doído sem proporção. doído. loucamente doído.

aprender sobre a vida, sobre as peças que a vida prega, sobre a necessidade da serenidade, da paciência e da calma. é preciso calma para respirar, colocar a cabeça no lugar. é preciso saber.
eu não sei, mas talvez esteja aprendendo.

aprendendo nem que seja a cair. para não me machucar tanto e encontrar no futuro perspectiva de vida, perspectiva de amor. genuíno, por favor.

esse amor de apego, provei do gosto amargo e não quero não. aliás, quero não querer. quero amar como sinônimo de liberdade e cuidado com sentimento alheio. sem ter que ter medo do outro. seja o outro quem for.

ainda desnorteada com os caminhos acidentados da estrada da vida, respiro fundo e olho para as minhas mãos. estas cintiliam.

'talvez a verdade esteja ali'

fecho os olhos e sinto o amor que sinto. abro os olhos e vejo seus olhos. meus olhos em seus olhos. salgo os olhos, a face. me salgo inteira nas lágrimas que nascem em mim. ali do lado, uma imensidão salgada. eu, unida de imensidão, de água, de sal e de amor.

sinto angústia, mas o mar já me mostra: é preciso viver um dia de cada vez.

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