ainda exumando os antigos, reencontro numa aba de itens enviados, uma série de histórias, tão minhas, tão nossas.
o riso surge na boca vermelha e as lembranças também, como ave que se atreve a rasgar o céu.
um rio de bons sentimentos me inunda.
leio linhas de escritas com felicidade e doçura. me reconheço ali. te vejo ali também.
sinto tua falta nas brechas da vida.
falta das nossas conversas. tu sabia que era porto para mim e até hoje me pergunto porque me deixei partir. quisera eu poder resgatar as boas conversas e a sensação que eu tinha de estar em casa, estando com você. mesmo nas brigas. mesmo na distância, implacável.
penso na injustiça da distância com o sentimento do querer bem.
que muda os caminhos.
tem dias que penso em como seria bom te encontrar pra uma cerveja. jogar conversa fora, sem pretensões. por tudo que fomos.
logo as contas a vencer, a pressa do dia seguinte, o teu silêncio me encontram e tudo cessa.
penso na dureza do tempo histórico e em tudo aquilo que me deixou ir embora. que deixamos ir embora.
sinto falta.
daí escrevo linhas tortas, curvas, vermelhas.
quem sabe você ainda goste de me ler.
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