quinta-feira, 7 de junho de 2018

2.a.m.

ansiedade, cabeça fervilhando. não para nem quando eu imploro.
deito na cama, o cansaço inevitável me faz pegar logo no sono.
o sono é seguido de sonhos angustiantes. pressa, muita gente falando o tempo todo, não consigo entender nada, tampouco fugir do caos.
acordo e o relógio denuncia que ainda é duas horas da manhã.
a cabeça fervilhando. não para nem quando eu imploro.
começo a me virar na cama. os pensamentos aumentam.
o lençol me prende. o pijama me prende. a angústia também.
a cabeça fervilhando. não para nem quando eu imploro.
começa a chover e nem a água diminui a força dos pensamentos.
o barulho é bonito, mas triste.
talvez sejam as lágrimas que eu gostaria de chorar, mas não consigo.
também sou deserto e tempestade de areia.
a cabeça fervilhando. não para nem quando chove.

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